é duro acordar numa segunda-feira. uma semana de trabalho que se inicia, e a mesma rotina tortuosa. não sinto vontade de fazer nada, nada! o café que me servem está quente demais. demorei uns 7 minutos para tomá-lo. sento na privada, acendo um cigarro e fico ouvindo Jacques Dutronc. chegou a hora de bater o ponto para o tédio do cotidiano. hoje não estou afim de fazer nada, nada! antes fosse o problema com o fim do comunitárismo, ou com os felizes moradores de rua comendo as suas maçãs. ao expor minhas idéias aos menbros do proletário, sou tratado por eles como um aristrocata super capitalista. devia ter ficado quieto e ter continuado comendo minhas bolachas. a sociedade contesta meu cabelo, minha falta de compromisso com o trabalho, meu hábito de usar drogas.
sendo que todos estão cheios de problemas, miseráveis problemas. continuo apático ao ouvir a bichinha falar de suas quatro irmãs, e de como ele estava feliz por ganhar dois bolos de aniversário. e hoje como não estou afim de fazer nada, deixei a melancia de lado na hora do almoço. peguei mais um dos meus cigarros e me encostei num canto. poderia passar horas assim, encostado e vendo a imagem da única pessoa que me importa.agora passando por três horas vagas do meu dia, onde eu só pensava em ir pra casa e absorto em descobrir quem roubou a palmilha do meu tênis. é o que eu posso esperar do meu ambiente de trabalho. não, eu poderia esperar por uma garrafa de vodka. um dia ele vai aparecer -preto, branco, gordo, magro, feio e feio. mas hoje volto pra casa com uma futura dor no pé esquerdo por usar um tênis sem palmilha!
bom café e bom cigarro a todos.

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