terça-feira, 21 de dezembro de 2010

La eternidad, és el universo? Casanueva

vai fazer alguma coisa da sua vida. você pensa que é só chegar assim e implantar tuas teorias de movimentação astral. como se todos fossem vermes com os piores cosmos do mundo. então! basta mexer essa tua coqueteleira e trazer mais um drink pra mim. não precisa deixar as sobrancelhas arqueadas, isso me intimidava no ultimo verão. quando você de porre se manifestou pelo seu orgulho ferido. hoje tememos o mesmo caminho, estamos desolados. hey o meu drink ainda não chegou! não desvie a rota do meu raciocínio e capricha no álcool. seguimos em frente como se estivéssemos perdidos, mas quem irá nos achar? além de ser achado quero ser acolhido, Casanueva. acolhido em fartos peitos de uma linda mulher, assim terei um leito para minha franqueza. mas ainda assim não estaria completo. precisamos de que? o que nos completa? minhas palavras saem inseguras, saem como se pudessem ser roubadas. há uma inconformidade, quero buscar esse ser furtivo. mas talvez ele seja o ser que cada um cria dentro de si: nocivo, fatalista e causador da loucura. adanowski em "el muerto vivo" deixa claro que não sabemos de nada. nos refugiamos em nossas alucinações, em nossas fugas da falsa realidade, onde a consciência se sente livre das influências externas. um aviso, estamos batendo de frente com a pior de todas as paredes: a parede da negação universal. não sou eu quem nega o universo, é ele quem não me aceita.

ultimo drink e fecha a conta!

sábado, 21 de agosto de 2010

"visão confusa sobre o amor"

minha vida parece fácil, mas é mero engano. dez anos atrás eu me sentia culpado
por carregar o amor terrestre em cima de mim. hoje com mais de 35 anos, não consigo
ver as mais belas formas de amor. hoje quem me julga é a sociedade, por viver uma vida simples
é totalmente fora do eixo social. mas o bacana dessa vida simples é entender o amor de verdade.
entendo o amor, mas ele deve ser conquistado e merecido. e acima de tudo valorizado. não encontro
no amor uma forma de prender alguém e sim de libertar. amor amor amor, roma roma roma.
o amor grego não é nada banal no fim das contas. todas mulheres devem ser conquistadas e mantidas
num vel de felicidade. até que o desdém venha, continuarei amando... um grande e estúpido sonhador.


obs: espero que todos desculpem a confusão. pois para uma pessoa com 35 anos e desamparada.
a visão sobre o amor é confusa e com aspectos bipolares.

sábado, 19 de junho de 2010

A máquina interna e os lamúrios do cotidano e citadino.

mecanismo frouxo e ininterrupto.
engrenagens quase desgastadas, mas lutando para se manter em movimento.
o álcool é muito usado, e sua combustão é ardente.
a produção, a matéria final de todo mecanismo, é falha e de se esquecer.
o importante é ter um tempo para os reajustes.
mas se for tudo muito trabalhoso, deixe-se de lado e contemple o vazio.




tédio, melancolia, nostalgia de coisas que não vão voltar, frustrações.

não ignorando isso, você vai alimentar a sua alma até o ponto de se sentir perdido.
queria ainda ter aqueles olhos inocentes, na verdade o olhar cego.
mas por tempo não me entrego e já penso em voltar para as bordas açude.
mas ainda não consigo encontrar o arrebatamento... lamento.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sem ressentimentos quando digo que...

ela tem lindos olhos negros do tamanho de um joão bolão, o rosto angelical, seus gestos são doces,suas palavras expressas com muita confiança. ela está longe de ser a perfeição do mundo, mas estava no meu limite de perfeição. todas as minhas expectativas, que eu juntei a vida toda foram jogadas fora. em um século onde o amor e qualquer tipo de afeto são subestimados, e sua essência pode sofrer um forte abuso inconsciente. determino aqui, que mudar o futuro é um privilégio. mas não tenho nenhuma chance visível, então não posso alimentar nenhuma esperança. -carnaval sempre foi um saco para mim, e esse ultimo não foi diferente- o domingo que antecedia essa grande festa estúpidamente brasileira, se mostrou para mim com energias muito negativas. fazendo até eu mesmo perceber que alguma coisa estava errada. não comigo, não com as pessoas que eu iria encontrar. era um tipo de comoção pré-carnaval nunca antes vista. se não fosse algo combinado e prometendo muitas bebidas, eu nem sairia de casa. mas coagido pelo espírito da diversão, saí de casa um tanto indiferente, introspectivo e temendo seu lá Deus o que.a caminho do pior carnaval da minha vida, fui muito egoísta com a pessoa que era o meu motivo de alegria nesse domingo e que inocentemente sofreria um mal sem aviso prévio. meu ânimo de sair de casa e conhecer pessoas foi a pólvora, e meus atos futuros a faísca para incinerar tudo em que eu acreditava. não eraum local legal, não eram pessoas legais. pelo menos não para esse domingo tão estranho. as pessoas que eu mais tinha afinidade estavam longe de mim, e isso me fez achar tudo deprimente. comecei a encher a cara e com isso comecei a mudar o meu temperamento. fui ficando indelicado, debochado, egoísta e a reparar uma certa adversidade naquele lugar. já não estava no meu controle, eu não compreendia ninguém e também não era compreendido. lembro de um gordo com a cara do nhonho bem mais peruano que mexicano, e me deu muita vontade de mandar ele à merda, só por ser tão estúpido e feliz. eu não estava acostumado a controlar a maneira de beber acompanhado por uma mulher, e essa minha falta de experiência me jogou ao chão. sempre fiquei muito alto depois de beber muito e de fumar maconha, chegando a ponto de não ter nem ereção. o que mais me envergonha foi a minha falta de prudência, e por não manter o controle em tudo aquilo que eu acreditava. se Deus nos criou realmente; eu sou a criação mais desprazerosa, inútil e sem moral alguma.agora nesse momento usando o meu corpo só para tentar manter o equilíbrio físico e da mente (sem muito sucesso), me vejo deitado no chão sem entender nada, me vejo com as calças na mão sem sentir nada. nem percebo que tem alguém atrás de mim, não percebo que tem gente a minha volta. mas o que mais me chocou foi despertar de beliscões de raiva, de tristeza e de desapontamento. a angústia tomou conta do lugar, mas somente para duas pessoas. o que pra mim era um lugar deprimente, se transformou num inferno. com direito a uma grande tortura psicológica, que degradava minha mente e meu corpo. se estendendo por três dias, sobre minhas próprias juras de morte. superestimei meus sentimentos, devastando totalmente os meus princípios. mas a sensação incomensurável foi a de ter magoado a pessoa que eu acreditava sinceramente estar amando. o nó na minha minha garganta, a dor de não ter como me explicar e a tristeza de ter perdido uma confiança importante. até hoje me perseguem! mas como sempre depois da tempestade, o sol volta a brilhar lançando seus raios de esperança e de calmaria. todos aproveitarão, sabendo-se que o tempo nunca permanece estável e sempre ao aguardo da nova tempestade...

hoje eu transformei meus erros em ouro. é um tesouro simbólico, mas que vai me iluminar daqui para frente.


"Algumas pessoas se sentem como se não merecessem o amor.
Elas desistem e se escondem, tentando cobrir os vazios do passado."
(por SuperTramp)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dos preceitos da consciência mais antigos, ao total desentendimento do que estou falando.

eu posso, eu consigo, eu devo dar risada da minha desgraça.
no mundo, sem rumo, no caminho descabido de iluminação.
mas o pior de tudo é a dor de não ter me encontrado ainda.
volto do trabalho para casa sempre com o mesmo aperto no peito.
achando que estou preso, achando que não estou vivendo.
e agora quando falo, ouço o silêncio como resposta.
morrer não é a solução! mas é a primeira coisa que se passa
na cabeça de um idiota. que sem saber ou com medo de encarar os mais
duros desafios dessa vida prostituta, pensa logo em auto-destruição
nada prazerosa.

minha mente ainda está presa à alguns acontecimentos passados.
mas eu não consigo esquecer, mesmo sabendo que não tem motivo algum
em carregar isso comigo. ser auto suficiente é difícil, geralmente
quem se considera auto suficiente, ainda assim, guarda muitas coisas
dentro de si. eu só quero fazer do meu jeito e manter minha mente inabalável.
perfeição está longe de onde eu quero chegar.
só quero viver o tanto quanto vocês possam suportar e sem lhes menosprezar.

consciência alguns usam de mais e outros nem chegam a usar!


[só escrevi isso porque tem coisas me incomodando ainda, o negócio é islâmico.
dói na mente não ter uma Vodka e uma conversa legal]

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

inconscientizar!

Essa coisa de rimar não é comigo.
Mas sei que o inconsciente é meu melhor amigo.
Sendo assim ele esta sempre comigo.
Me acompanha, me dá abrigo.
Basta apenas eu chamar, um grito, um olhar.
Em todas emoções, rimas e canções.
Aqui denovo para concretizar minhas opiniões.
Modificar conceitos, ensinar lições.


Vanessa Dornelles feat. Garcia.

sábado, 30 de janeiro de 2010

ônibus cheio, mafagafa e complicações cardiovasculares.

metade de uma sexta feira trabalhada. como pode ser estranho pegar ônibus num horário que não é o seu habitual. não sei se é por falta de aviso, mas pegar um coletivo numa cidade populacionalmente grande traz um certo estress a todos. me mantive em pé até a minha parada. o chato foi ver uma senhora que estava em pé, reclamar de dor na perna. e logo depois recusar um acento, ocupado por uma outra com o mesmo problema dela. chegando no centro da cidade, mesmo estando atrasado eu achei cedo demais para ir trabalhar. dei um tempo para comer, sujar a boca e contemplar o que há de mais bonito nas pessoas: o seu entusiasmo de viver com todos os detalhes o dia de ontem. muito bem, e os insetos urbanos me perseguem -moscas, mosquitos e o pior de todos, as abelhas- meu cabelo parece um bom lar para eles. isso me lembra aquela vez, em que uma mafagafa posou no minha cabeça achando que era um ninho de mafagafinhos. meio dia. agora os animais são outros e eu estou na empresa! o normal, é eu não ser o normal para a empresa. mas hoje só os empregados reclamaram, e os superiores mantiveram-se concentrados em comer os seus pratos de comida. com isso, peguei meu copo de suco e fiquei achando o máximo a idéia de trabalhar só um turno. turno que começou ótimo e com muita disposição. até achei que devia ter essa diposição pelo trabalho todos os dias, mas depois mudei os meus pensamento. como é de costume, quando o chão é irregular sempre pode haver algum tropeço. no fim da tarde senti uma forte dor no coração. se as mulheres podem lhe trazer uma grande angústia e sofrimento cardiovascular, então a morte também pode. só que você não vai se sentir nem um pouco apaixonado por isso. depois de passar 6 minutos achando que ia morrer, eu vejo a morte na minha frente, me oferecendo um cigarro. recusei o cigarro, peguei minhas coisas e fui para casa. meus dias normalmente são atípica, mas essa sexta feira foi muito problemática. uma vez em casa, eu só penso em dormir todo o final de semana, ao som de ol' bill basie.
então eu deito, relaxo e durmo. boa noite!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sem palmilha por hoje!

é duro acordar numa segunda-feira. uma semana de trabalho que se inicia, e a mesma rotina tortuosa. não sinto vontade de fazer nada, nada! o café que me servem está quente demais. demorei uns 7 minutos para tomá-lo. sento na privada, acendo um cigarro e fico ouvindo Jacques Dutronc. chegou a hora de bater o ponto para o tédio do cotidiano. hoje não estou afim de fazer nada, nada! antes fosse o problema com o fim do comunitárismo, ou com os felizes moradores de rua comendo as suas maçãs. ao expor minhas idéias aos menbros do proletário, sou tratado por eles como um aristrocata super capitalista. devia ter ficado quieto e ter continuado comendo minhas bolachas. a sociedade contesta meu cabelo, minha falta de compromisso com o trabalho, meu hábito de usar drogas.
sendo que todos estão cheios de problemas, miseráveis problemas. continuo apático ao ouvir a bichinha falar de suas quatro irmãs, e de como ele estava feliz por ganhar dois bolos de aniversário. e hoje como não estou afim de fazer nada, deixei a melancia de lado na hora do almoço. peguei mais um dos meus cigarros e me encostei num canto. poderia passar horas assim, encostado e vendo a imagem da única pessoa que me importa.
agora passando por três horas vagas do meu dia, onde eu só pensava em ir pra casa e absorto em descobrir quem roubou a palmilha do meu tênis. é o que eu posso esperar do meu ambiente de trabalho. não, eu poderia esperar por uma garrafa de vodka. um dia ele vai aparecer -preto, branco, gordo, magro, feio e feio. mas hoje volto pra casa com uma futura dor no pé esquerdo por usar um tênis sem palmilha!






bom café e bom cigarro a todos.